PROJETOS

ASM

Implantar  uma Área de Soltura e Monitoramento de Fauna Silvestre  (ASM) no Vale do Ribeira. Trata-se de um local que abrigará a estrutura necessária para recebimento dos animais silvestres vindos das instituições de triagem da fauna como os CETAS – Centro de Triagem de Animais Silvestres e CRAS – Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, que já são aptos para soltura.

A fauna recebida na ASM passa por cuidados específicos e profissionais desde sua chegada, ficam por um período de observação e aclimatação até estarem prontos para serem devolvidos à natureza.

A área permitirá que os animais selvagens capturados ilegalmente e resgatados pelas autoridades possam mais uma vez experimentar a liberdade em seu habitat natural.
Toda atividade desse tipo é acompanhada de perto e regulamentada pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo através do Departamento de Fauna da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais – CBRN.

SOLTURA

Reabilitar e soltar animais silvestres

Para a soltura da fauna silvestre existe um longo caminho a percorrer para maioria das espécies. Muitas vezes os animais passaram tempo demasiadamente longo aos cuidados do ser humano o que dificulta seu retorno às condições que garantam sua sobrevivência na natureza, alguns permanecem em longos processos de reabilitação e outros devem enfrentar uma longa lista de exigências para autorização de soltura.

A forma adequada de monitoramento dos animais pós-soltura também deve ser avaliada evitando que os animais sejam simplesmente soltos sem nenhum registro ou monitoramento.

A principal preocupação na liberação dos animais, além da própria vida dos espécimes, é a reintrodução de indivíduos em populações selvagens ou realocar espécies em áreas onde elas não existiam, mesmo se tratando de espécies da fauna silvestre brasileiras.

Entende-se por fauna silvestre, todos os indivíduos pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras, conforme § 3° do artigo 29 da Lei Nº 9.605/98.

A Área de Soltura e de Monitoramento da Fauna deve aplicar as tecnologias adequadas para a soltura, garantir a sobrevivências dos indivíduos e a conservação das comunidades faunísticas no local.

A Associação Celine busca criar uma rede para a identificação, resgate, reabilitação e soltura de animais da fauna local, com isso possibilitar que indivíduos da fauna capturados ilegalmente tenham uma segunda chance de viverem livres em seu ambiente natural.


MONITORAMENTO

Programa de Soltura e Monitoramento de Fauna

O monitoramento da fauna envolve as pesquisas realizadas na área e o monitoramento pós-soltura que é o acompanhamento e observação dos indivíduos imediatamente após a realização da soltura dos animais.

A realização de pesquisas na área será desenvolvida utilizando diferentes técnicas de coleta e avaliação qualitativa e quantitativa das comunidades da fauna assim incluindo os levantamentos de aves e da mastofauna na área de soltura.

O conhecimento das espécies que habitam a área é fundamental na tomada de decisão da soltura de animais.

Lista de espécies de ocorrência regional (Levantamento de dados secundários)

Avifauna

Mastofauna

GESTÃO AMBIENTAL E MANEJO FLORESTAL

A Associação Celine faz a gestão ambiental e o manejo florestal na Área de Soltura e Monitoramento. Realizamos estudo das espécies da flora nativa presente na área pois a vegetação está intimamente ligada com o manejo da fauna, podendo influenciar a permanência de um animal, as escolhas da dieta e sua adaptação à vida livre, são observadas as espécies vegetais mais procuradas pelos animais para alimentação e abrigo.

Na implantação e adequação da área é realizado continuamente o resgate de mudas de espécies nativas que ocorrem nas trilhas e outros locais, sendo posteriormente replantadas em áreas de preservação permanente do Rio Betari. Buscamos promover a recuperação de áreas degradadas através da eliminação de espécies exóticas invasoras, melhorando o aspecto visual e a qualidade ambiental da área e realizando o plantio de enriquecimento de espécies florestais nativas. Temos como meta o plantio com espécies frutíferas nativas para promover a disponibilidade de alimentos para a fauna nas áreas de florestas.

Nas áreas hoje tomadas pela vegetação invasora nos campos de lírio-do-brejo ou napoleão Hedychium coronarium e Brachiaria  são realizadas intensas retiradas das plantas e roçadas com a substituição feitas com mudas florestais e campos de plantio de alimentos para a fauna em sistemas agroflorestais biodiversos, cultivando hortaliças, grãos, raízes e frutíferas, juntamente com espécies arbóreas nativas, aumentando a biodiversidade e promovendo a disponibilidade de alimentos utilizados no manejo da fauna.

No uso do solo, são utilizadas técnicas de baixo impacto e de conservação do solo evitando processos erosivos e impactos á micro fauna do solo inclusive pequenos répteis e anfíbios que ocorrem na área. O trabalho de construções da infraestrutura é feito de forma manual e artesanal, evitando o uso de maquinário pesado que possa impactar o solo, a vegetação e a drenagem.

Trabalhamos com a gestão de resíduos sólidos através da coleta seletiva destinando materiais para reciclagem e realização de compostagem. No uso de equipamentos motorizados como as roçadeiras, o abastecimento e lubrificação são feitos de forma a evitar a contaminação do solo e água.

Utilizamos o paisagismo ecológico para promover o bem estar da fauna através de instalação de abrigos, comedouros e poleiros, desta forma, possibilitando o avistamento dos animais e funcionabilidade no ambiente.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Programa de Educação Ambiental

O Plano Nacional de Educação Ambiental (PNEA) entende por educação ambiental “os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” (PNEA, Lei Nº 9795/1999, Art. 1).